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Assassinado |
| Quatro de novembro de 1969, terça-feira. Como de outras vezes, Marighella marcara um ponto com os freis dominicanos Ivo e Fernando na altura do número 806 da Alameda Casa Branca. Passava um pouco das oito da noite e os frades, que haviam sido presos e torturados, estavam lá, levados pela polícia. Naquele momento Marighella não poderia supor que ia cair numa emboscada. Sob o comando do delegado Sérgio Fleury, 29 agentes fortemente armados haviam cercado o local e aguardavam sua chegada. |
| “Para Marighella, tudo parecia normal enquanto caminhava lentamente em direção ao carro – até estourar a fuzilaria. O primeiro tiro que o atingiu atravessou as suas nádegas; o segundo, acertou-lhe a virilha; o terceiro, feriu de raspão o seu rosto. Caído no meio da rua, imobilizado pelos ferimentos, foi cercado e executado às queima-roupa com um quarto tiro. Em um reflexo defensivo, elevou a mão e teve um dos dedos estraçalhado pela bala que lhe perfurou o pulmão e a aorta, provocando-lhe hemorragia interna e morte instantânea.” Dos filhos deste solo, de Nilmário Miranda e Carlos Tibúrcio | |
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O ESTADO
RECONHECE O CRIME |
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