Constituinte
Eleito deputado federal constituinte pela Bahia em dezembro de 1945, Marighella seria o autor de grande parte das emendas apresentadas pela bancada do PCB. Com atuação marcada pela combatividade, fez do plenário uma tribuna de denúncias da injustiça social e da violência contra os trabalhadores. A situação dos operários e camponeses de todo o país - em especial os de sua terra natal – e a luta contra os baixos salários, eram os alvos preferenciais do parlamentar comunista.
Bancada comunista em 1946: na fila superior, da esquerda para a direita: Claudino Silva, Osvaldo Pacheco, Batista Neto, Gregório Bezerra, Alcedo Coutinho, Carlos Marighella, Alcides Sabença; em primeiro plano: Jorge Amado, Abílio Fernandes, João Amazonas, Luís Carlos Prestes, Milton Caires de Brito, Agostinho Dias e José Maria Crispim. 
“Democracia é assegurar todos os direitos a que o povo faz jus; 
democracia não é dizer, apenas, 
que se trata do presidente de todos os brasileiros. Demagogia,
sim, é declarar-se presidente de todos os brasileiros, mas não lhes manter os direitos. Se o Parlamento não se  revoltar, não mostrar que tem fibra para se opor a todos e quaisquer atos do Executivo que visem anular 
os sagrados direitos do povo, não 
evidenciar o seu desejo de garantir a democracia, para que o Brasil possa tornar-se independente – então poderemos dizer que teremos fracassado”.
2/11/1946     
“Sabemos, e o povo sabe perfeitamente, que nada se pode esperar dos ‘salvadores’; o povo tem de agir por si mesmo, precisa organizar-se e colaborar com aqueles que estão, realmente, com ele, com aqueles que pretendem resolver seus problemas e que, na prática, são a seu favor, a fim de que sejam os mesmos solucionados”. 
18/2/1946