Ruptura

O golpe militar de 1964 significou para as esquerdas a derrota do seu projeto político. A instalação de um regime ditatorial no país desmoralizou a perspectiva da conquista do poder pela via pacífica, desencadeando no PCB uma acirrada luta interna. Em carta de 10 de dezembro de 1966, Marighella requer seu desligamento da Comissão Executiva do partido:

O contraste das nossas posições políticas e ideológicas é demasiado grande e existe entre nós uma situação insustentável (...) Solicitando demissão da atual Executiva desejo tornar público que minha disposição é lutar revolucionariamente junto com as massas, e jamais ficar à espera das regras do jogo político e burocrático convencional que impera na liderança ...

Entre 31 de julho e 10 de agosto de 1967, realizou-se em Havana a Conferência da Organização Latino-Americana de Solidariedade – OLAS. Marighella, que se encontrava na capital cubana, participa do encontro e declara a opção pela guerrilha, a seu ver, caminho fundamental – mas não exclusivo – da revolução no continente.

De volta ao Brasil, lança O Guerrilheiro, jornal do agrupamento comunista de São Paulo, grupo dissidente do PCB que deu origem à Ação Libertadora Nacional -  ALN - organização que irá desencadear ações armadas a partir de 1968,